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Vida com Espinha

Pespineta, tagarela, comunicadora, agarrada à vida e com uma vontade imensa de saber e viver bem - podem dizer-se que são algumas palavras que me definem. Conto convosco para conhecer melhor esta vida com espinha :)

Vida com Espinha

Pespineta, tagarela, comunicadora, agarrada à vida e com uma vontade imensa de saber e viver bem - podem dizer-se que são algumas palavras que me definem. Conto convosco para conhecer melhor esta vida com espinha :)

Qua | 13.02.19

Senhor Fantástico

Georgina Leal

Este será um texto muito improvável de ser escrito. Mas, esta última personagem acaba por complementar o quarteto fantástico desta aventura.

 

Rapaz aventureiro, atrevido, brincalhão, e ao memso tempo, sempre muito querido e o meu transmissor de força e energia positiva da minha caminhada.

 

Como dizem os meus pais, uns dias parecemos o “cão e o gato”, mas basta um olhar menos feliz e corremos um para o outro na tentativa de descodificar o que se passa.

 

Sempre atento, este rapaz de cabelo curto e escuro e de olhos matreiros – conhecido por Eduardo é o meu único irmão.

 

Um jovem na maior idade e que tenta mostrar-se um coração duro, quando na realidade tem o coração manteiga e o olhar húmido com alguma facilidade.

 

Com este “pequeno” aprendi a não desistir e a saber dizer "não". Aprendi a ver as pessoas realmente como elas são.

 

A infância foi engraçada. Enquanto, ele estragava todos os brinquedos que tinha, eu tentava estima-los ao máximo e guarda-los até hoje.

 

Sempre gostei de ser as princesas dos contos de fadas -  entre a branca de neve e a cinderela. Ele adorava super heróis -  o Batman, o Super Homem e o Homem Aranha.

 

No meio de tanta diferença entre um rapazito e a menina havia sempre a palavra de conforto e carinhosa desta pesonagem mais recente do quarteto.

 

Mas, nem sempre esta história foram feitas de rosas – lembro-me dos aniversários em que ele me apagava as velas e eu ficava furiosa. Faz parte (coisa de irmão mais novo).

 

Soube aprender com o homem fantástico a ter calma e esperança nas situações complicadas que envolviam internamentos e cirurgias complicadas. Havia sempre uma chamada de força e um reforço na minha memória das coisas complicadas que já tinha ultrapassado.

 

Como as visitas aos fins de semana, em que entrava naquele quarto um pouco sem graça e tornava as coisas mais suaves e a frase de conforto “falta pouco para ires embora” ou então “vamos ultrapassar isto juntos” e a última em que o homem de ferro admite e diz “tenho orgulho em ti e em teres tornado o sonho de seres jornalista realidade”.

 

A partir deste momento, ele ficou a saber o quanto realmente é importante para mim e o quanto as palavras dele foram importantes em determinados momentos da minha vida, que também passaram a ser dele.

 

Nunca deixes de ser o Homem Fantástico – esses têm sempre mais graça.  

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